Em outubro de 2003, trinta representantes de organizações conservacioistas, de empresas do setor florestal e de universidades e centros de pesquisa encontraram-se em Santa Cruz Cabrália, Bahia, para discutir temas relacionados ao uso dos recursos florestais e conservação da biodiversidade. Este encontro foi convocado pelo The Forests Dialogue, uma série de fóruns internacionais que reúne os diversos setores da sociedade envolvidos em questões-chave para a gestão florestal sustentável.
O sucesso deste evento, que teve como tema central Florestas e Biodiversidade, inspirou três organizações conservacionistas - Instituto BioAtlântica (IBio), The Nature Conservancy (TNC), Conservação Internacional (CI-Brasil) - e três empresas do setor de papel e celulose – Rigesa/MeadWestvaco, Suzano Papel e Celulose e Veracel Celulose – a proporem uma continuidade deste Diálogo, com foco na Mata Atlântica brasileira. Deste modo, surgiu o Diálogo Florestal para a Mata Atlântica, com a aprovação e o apoio do comitê gestor do The Forests Dialogue internacional.
A primeira etapa do Diálogo Florestal para a Mata Atlântica ocorre no triênio 2005 – 2007, com a realização de 4 encontros.
Objetivo
Construir uma visão comum entre empresas e ambientalistas, para a promoção de ações efetivas em prol da conservação da biodiversidade associadas às operações de produção florestal. Ampliar a escala dos esforços e gerar benefícios tangíveis, tanto para os participantes do Diálogo quanto para a sociedade em geral.
Recursos
IBio, TNC, CI, Rigesa/MeadWestvaco, Suzano, Veracel e demais empresas participantes.
Indicadores |
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Realização do 1º encontro do Diálogo Florestal para a Mata Atlântica em outubro de 2005, reunindo 14 ONGs e 5 empresas do setor de papel e celulose; |
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Realização do 2º encontro em maio de 2006, reunindo 12 ONGs e 9 empresas do setor de papel e celulose; |
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Definição de temas focais para o Diálogo: |
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Fomento florestal - promoção de ações de conservação junto aos fomentados das empresas envolvidas. |
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Ordenamento territorial – proposição de pactos voluntários e formais de uso e ocupação do solo nas regiões em que as empresas atuam. Os pactos serão feitos entre empresas, proprietários particulares e governo estadual. |
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Realização do 3º encontro em outubro de 2006, reunindo 11 ONGs e 10 empresas do setor de papel e celulose; |
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Definição da sub-bacia de Ribeirão do Boi, região do Rio Doce, no estado de Minas Gerais, como área piloto para ordenamento territorial. Responsáveis: IBio, TNC, CI-Brasil e CENIBRA |
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Definição da área de Ribeirão do Boi, em Minas Gerais, e do extremo sul da Bahia para a promoção e monitoramente de melhores práticas agrícolas e ambientais entre fomentados e outros proprietários rurais. Responsáveis – MG: CENIBRA, Conservação Internacional, TNC, IBio e instituições locais. Responsáveis – BA: Fórum Regional Ambientalista/ABAF, Veracel, Aracruz, Suzano, IBio, TNC, CI-Brasil e Flora Brasil. |
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Fóruns regionais reunindo empresas do setor florestal e ONGs locais no Sul da Bahia e na região Sul do Brasil. |
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